33ª Mostra SP – Dia 4

27/10/2009 at 9:06 am 2 comentários

Águas Verdes (Mariano De Rosa – 2009 – Argentina)

Pai de família de férias na praia fica com ciúmes da esposa e da filha mais velha. Seguem piadinhas constrangedoras. Filme é patético, mas final surpresa (quando você descobre que era para levar a crise do protagonista muito a sério) torna tudo ainda pior.

Louise Michel, A Rebelde (Sólveig Anspach – 2009 – França)

AVISO: filme prejudicado pela PÉSSIMA cópia digital. O filme acompanha os anos de exílio na Oceania, de Louise Michel, uma anarquista francesa integrante da Comuna de Paris. O filme contrapõe os discursos de Louise (maniqueístas, autoritários e egocêntricos) com suas ações, que a redimem: sua dedicação aos companheiros, sua vontade de colocar em prática seus ideais, sua amizade sincera com os nativos (o que acaba tendo uma grande importância no decorrer do filme). A cineasta islandesa Sólveig Anspach mostra as dificuldades de mudar os adultos através do anarquismo e conclui seu filme lindamente ao sugerir que a educação das crianças é a chave de tudo.

Aconteceu em Woodstock (Ang Lee – 2009 – EUA)

Ok, o filme é divertido mesmo, as piadas tem um timing ótimo. E Ang Lee filma Woodstock como sinônimo de transformações pessoais e amadurecimento (e não irresponsabilidade, como seria o clichê). Mas o fato protagonista não revelar sua sexualidade para os pais deixa o filme um tanto sem sentido. Ou estou enganado?

Katalin Varga (Peter Strickland – 2009 – Hungria, Romênia)

À princípio, um filme repleto de vários senões. O maior deles, talvez, o fato de que sempre que ele tenta “contar sua história”, suas fragilidades ficam óbvias. Mas aquelas árvores, o rio, a escuridão da noite, a névoa, as ovelhas atravessando o campo ensolarado… entendo quem acha o filme perfumaria, mas eu comprei essa atmosfera soturna e inquietante – sugerindo que Katalin Varga é um episódio perdido e assustador do Antigo Testamento da Bíblia. Ademais, a atriz Hilda Péter é excelente e, a cena da canoa, seu maior momento no filme (e do filme). O estreante Peter Strickland é um nome a ser acompanhado no futuro.

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2 Comentários Add your own

  • 1. Chico  |  27/10/2009 às 2:40 pm

    Confesso que queria ter gostado mais de Katalin Varga, embora reconheça que o filme tem grandes acertos, principalmente em como o diretor domina a tensão. Ele exagera, é bem verdade.

    Responder
    • 2. brunoamato  |  28/10/2009 às 8:45 am

      Som no filme é muleta para tensão mas é muleta que funciona!

      Li seu post no blog é acho que concordo com quase tudo. Katalin Varga não é um grande filme de jeito nenhum, mas acho que em seus melhores momentos ele permite prever o surgimento de um grande cineasta. Veremos se isso se confirma nos próximos filmes.

      Responder

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