A Elegância de Woody Allen – 3 filmes

07/12/2009 at 2:17 pm Deixe um comentário

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall)
Woody Allen – 1977 – EUA

Faz sentido Allen ter filmado Manhattan depois de Annie Hall (esqueça o péssimo título nacional). Lá, ele declarava seu amor por Nova York, enquanto aqui ele se dividia entre a cidade e uma mulher, a tal Annie Hall (Diane Keaton). Allen e Keaton são um casal que apesar das afinidades (ambos são artistas) estão condenados à separação pois ele ama Nova York enquanto ela pertence a California.

Mas os dois separam-se não porque surge um problema manufaturado pelo roteiro, mas porque a energia do casal simplesmente se esgota. Nem tudo no filme é bem resolvido, mas há várias cenas muito engraçadas. Apesar de aparentemente menos elaborado como cinema do que Manhattan, na verdade é um filme muito mais belo e interessante.

A Era do Rádio
Woody Allen – 1987 – EUA

Uma quase unanimidade na carreira do Woody Allen, até entre detratores dele. Não é seu melhor filme, mas talvez seja seu mais engraçado. Estruturado como uma série de “causos” narrados por Allen sobre a época de ouro do rádio nas vidas das pessoas comuns (antes da TV), o filme intercala o mundo pobre mas caloroso de sua família com o das celebridades de rádio, filmado de forma luxuosa. Mas o melhor, faz isso sem tentar afirmar qual desses mundos é o “bom”. Allen ainda rouba cenas inteiras de Fellini (A Doce Vida e Amarcord). Apesar disso, o filme consegue ser encantador por méritos próprios.

Crimes e Pecados
Woody Allen – 1989 – EUA

Poucas vezes Allen quis tanto provar que é um cineasta sério. Neste filme há um rabino que perde a visão (a cegueira de Deus, etc), um médico gente boa com dores de consciência, mas que sempre escolhe a saída fácil (“bota aí uns trovões quando ele encomendar o assassinato!”), um produtor de TV babaca e mulherengo (e a mocinha do filme prefere ele no final). Sim, a humanidade está podre! Pobre Cliff Stern! Ele é a única pessoa no mundo ainda interessada em salvar a humanidade do esgoto, através de seus documentários sobre gente sofrida e miserável. E é interpretado pelo próprio Allen – posar de vítima não é um pouco demais, sr. Allen?

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