Posts filed under ‘Diário’

Aviso: fechado para reforma

Primeiro, quero dizer que após meses sem escrever foi ótimo voltar por umas semanas e, melhor ainda, ser recompensado com visitas, comentários e elogios. Muito obrigado.

Dito isto, o post é um aviso que este blog permanecerá inativo por tempo indeterminado. Preciso deste tempo para rever escolhas pessoais. Além disso, vou me preparar para uma reciclagem criativa enquanto escritor, algo que sinto estar precisando.

 Esta pausa possivelmente será breve, mas é totalmente necessária. Quando eu voltar a escrever, estarei com a cabeça e o coração nos lugares certos. Será algo que vale a pena de verdade, e do jeito que sempre quis. Acredite, eu e você ganharemos com isso.

Por isso, peço paciência e que aguarde meu retorno com as novidades. Até breve!

25/11/2010 at 10:48 am 5 comentários

Aguardem novidades

Primeiro, quero pedir desculpas pela inatividade do blog. Segundo, e mais importante, quero agradecer pelas dezenas de visitas diárias de leitores regulares durante este período. Só posso deduzir que vocês liam e reliam posts antigos e/ou aguardavam novos posts contra todas as evidências que este blog tinha sido abandonado. Obrigado gente, sem falsa modéstia, eu realmente não mereço vocês.

Por que a falta de atualizações? Este nunca foi um blog confessional e acho que continuará assim. Só digo que quando a vida dá rasteiras, levantar nem sempre é fácil, por mais necessário que seja. Ainda não sei o que será deste blog daqui pra frente. Sei que ele precisa de algum tipo de reforma, seja de propostas, conteúdo ou forma, sei lá. Na verdade é seu dono que precisa de uma reforma pessoal, e o blog apenas será os reflexos dessa mudança de vida.

Portanto, devagar o blog voltará a caminhar até encontrar seu caminho (igual? melhor? pior? diferente?…) Aguardem novidades.

13/09/2010 at 11:51 am 2 comentários

Planeta Terra 2009

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Foto: Reinaldo Marques/Terra

A Entrada

Eu perdi várias apresentações do Planeta Terra porque quis rever dois filmes muito importantes na repescagem da Mostra SP. Para você ter uma idéia, cheguei no Playcenter literalmente segundos depois do Primal Scream terminar. Mas, a julgar pelos comentários sobre problemas técnicos, não perdi nada. Por outro lado, lamentei perder Móveis Coloniais de Acaju. Resumindo, com esse atraso eu fui direto ao motivo mais importante para estar lá.

O Local

Tenho pouco a reclamar do local. Os brinquedos funcionando enquanto aconteciam as apresentações deram um toque a mais pro show. Pena que não entrei em nenhum, para não desperdiçar a chance de ver pela primeira vez meus ídolos mais aguardados no palco.

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Foto: Reinaldo Marques/Terra

Sonic Youth

Foi uma emoção à parte ver Sonic Youth ao vivo pela primeira vez. E com uma garoa fina, mas persistente, que começou quase ao mesmo tempo que o grupo e deu um clima a mais pra apresentação. Dito isso, senti leve decepcão no começo, a banda me pareceu desconfortável nas duas primeiras canções (se não me falha a memória, No Way e Sacred Trickster). Mas depois disso a apresentação se tornou muito mais vibrante e eufórica.

Um feito, se você lembrar que a maioria das canções saíram do último disco deles, The Eternal, do qual gosto bastante, mas considerava distante dos melhores trabalhos deles. Sem dúvida The Eternal soou muito mais empolgante ao vivo. Talvez eu tenha que reavaliar o disco com mais cuidado. Quanto ao resto, teve até Kim Gordon girando no palco até cair. Este fã não pode reclamar.

Iggy & The Stooges

A chuva parou e a apresentação começou de surpresa, uns cinco minutos mais cedo que o previsto (pelo menos foi a impressão que tive). E foi bombástico. Há muito suspeito (e a noite só reforçou isto) que o sonho de Iggy Pop é morrer literalmente no palco. Ele correu, pulou, chutou o microfone, engatinhou e se jogou nos fãs. Enfim, tudo que você espera dele. Se você acha ele um poser, paciência, mas então pelo menos considere que Iggy praticamente foi um dos inventores do que hoje você chama de poser.

Houve música também, mas como avaliar a música sem considerar toda essa performance? Não dá, Iggy & The Stooges mais que um show de música, foi um espetáculo no sentido mais amplo da palavra. No momento mais bonito, Iggy convidou alguns membros da platéia a subirem e ajudá-lo (ele enfatizou o “alguns”). Em segundos o palco sofreu uma verdadeira invasão brazuca de 50 ou mais pessoas. Em vários momentos foi impossível perceber onde estava Iggy. Pena que houve agressões quando a multidão se dispersava e descia por seguranças que não entendem nada de show. Felizmente muito mais gente entende do assunto. Ainda bem.

O Resto

Cansado e com dor nas costas (de tanto pular no Sonic Youth), não prestei atenção no N.A.S.A., que me pareceu uma apresentação de fim de festa (não, isto não foi um elogio). Mas foi bom avistar amigos como a querida Ivis e o Tiago Superoito. A noite foi boa.

15/11/2009 at 11:33 am Deixe um comentário

CARTA ABERTA AOS RESPONSÁVEIS PELA PROJEÇÃO DIGITAL NO BRASIL

Há tempos que a qualidade das projeções digitais no circuito comercial costuma ser péssima. Como estou cansado disso, assinei a petição abaixo exigindo uma melhora na qualidade das projeções. Por favor, leia. E se você vai frequentar a Mostra SP deste ano, tenha este texto em mente, já que as péssimas cópias de filmes também são comuns no festival.

A petição na íntegra – para assinar, clique aqui.

CARTA ABERTA AOS RESPONSÁVEIS PELA PROJEÇÃO DIGITAL NO BRASIL

A projeção digital chegou ao Brasil com a missão de democratizar o acesso aos filmes e libertar os distribuidores da dependência de cópias em 35 milímetros, cuja confecção e transporte são notoriamente caros. A instalação de projetores digitais permitiria ao público assistir a títulos que dificilmente seriam lançados nas condições tradicionais e ainda ofereceria condições para que espectadores situados longe do eixo Rio-São Paulo (onde se concentram quase 50% das salas de cinema do país) tivessem acesso aos mesmos títulos simultaneamente.

O que estamos vendo, no entanto, é uma total falta de respeito ao espectador no que se refere à exibição do filme propriamente dita. As razões são basicamente duas: projeções incapazes de reproduzir fielmente os padrões de cor e textura da obra e/ou projeções incapazes de exibir os filmes no formato em que foram originalmente concebidos. Sem falar no som, que muitas vezes ganha uma reprodução abafada, limitada ao canal central, muito diferente de seu desenho original.

A adoção da projeção digital pelos dois maiores festivais internacionais do Brasil (o Festival do Rio e a Mostra de São Paulo) e por outros festivais do país, infelizmente, não respeitou o que seriam critérios mínimos de qualidade de projeção de filmes em cinema – algo que é observado com atenção em qualquer festival internacional que se preze. Trata-se de uma situação particularmente alarmante tendo em vista o papel de formadores de plateia que esses eventos desempenham.

Sucessivamente, temos visto um autêntico massacre ao trabalho de cineastas, fotógrafos, diretores de arte, figurinistas, técnicos de som e até mesmo de atores. Apenas para citar um exemplo: Les herbes folles, o novo filme de Alain Resnais, originalmente concebido no formato 2:35:1, foi exibido no Festival do Rio, com projeção digital, no formato 1:78. Isso representou o corte da imagem em suas extremidades, resultando em enquadramentos arruinados, movimentos de câmera deformados e rostos dos atores cortados. Um pouco como se A santa ceia, de Leonardo Da Vinci, tivesse suas pontas decepadas, deixando alguns discípulos de Jesus fora de campo – e da história. Para completar o desrespeito, não há qualquer aviso em relação às condições de exibição e o preço cobrado pelo ingresso não sofre qualquer alteração.

Não nos cabe, aqui, pregar a “volta ao 35mm” nem defender determinada resolução mínima para a projeção digital. Sabemos que, se respeitados determinados critérios técnicos – ou seja, se a empresa responsável pela projeção digital receber do distribuidor o master no formato adequado, se o processo de encodamento for feito corretamente, e se os ajustes necessários para a exibição de cada filme forem realizados cuidadosamente –, a projeção digital pode ser uma experiência perfeitamente satisfatória para o espectador.

Não é isso, porém, que tem ocorrido. Exibidores, distribuidores e os fornecedores do serviço da projeção digital são responsáveis pela má qualidade da projeção e coniventes com esse lamentável descaso geral, que tem deixado críticos e amantes de cinema indignados. É um desrespeito ao cinema e aos seus criadores, mas, sobretudo, ao espectador e consumidor final, que saiu de casa e pagou ingresso para ver um filme.

A situação chegou a um ponto intolerável. Pedimos a todos os profissionais envolvidos com a projeção digital que tomem providências para que tais deformações não se repitam.

Fórum da Crítica

23/10/2009 at 9:40 am Deixe um comentário

Zen Budismo

Fonte: Andarilhos do Ser

Imagem: Andarilhos do Ser

“Se alguém suspeita que o Zen é sentimentalista, sua suspeita se desvanecerá rapidamente ao considerar a vida de um samurai.” – Alan Watts, O Espírito do Zen

 Meu interesse pelo Zen Budismo começou quando comprei o livro O Espírito do Zen, de Alan Watts, editora L&PM. Na época, eu estava lendo livros da Geração Beat (Kerouac, Ginsberg, etc). Alguns desses escritores se consideravam praticantes desta linha budista (embora eles tenham dado uma interpretação muito pessoal aos conceitos Zen). Eu queria saber do que o Zen se tratava, mas minha curiosidade pelo assunto era apenas intelectual. Pois há muito tempo desconfio de todas as ideologias e crenças, não só religiosas, como políticas, filosóficas, etc. Respeito todas – algumas mais que outras – mas elas sempre me soaram insuficientes e dogmáticas.

 Porém, ao ler O Espírito do Zen descobri uma religião (linha de conduta talvez seja uma expressão mais precisa) que rejeita dogmas. O Zen até mesmo admite a possibilidade de não existir vida após a morte (mas nem todos os mestres concordam integralmente com isto). Lembro do dia em que participava de uma sessão de meditação para iniciantes no Templo Taikozan Tenzuizenji. Um novato perguntou a um mestre como o Zen Budismo encarava a reencarnação (idéia forte no budismo tibetano, mas não japonês como o Zen). O mestre contou a história do samurai que atingido por uma flecha, precisava retirá-la para parar o sangramento. Mas o furioso samurai só queria saber de onde veio a flecha, quem disparou, onde o inimigo estava para vingar-se, etc. Até alguém gritar “TIRE A FLECHA”.

 Esta história resume o que a postura Zen significa para mim. Trata-se de parar de lamentar o passado e de ter medo do futuro. A idéia é vivenciar plenamente sua vida, um momento de cada vez, incluindo os banais. E de buscar a perfeição em cada atividade que realiza, rejeitando o sofrimento ao fracassar nessa busca (pois era impossível mesmo). Postura nada fácil de praticar, admito.

 O Zen é mais abrangente que isto, mas por enquanto isso basta como introdução. Caso você queira saber mais, eu recomendo como leitura tanto O Espírito do Zen como Mente Zen, Mente de Principiante, do mestre Shunryu Susuki, editora Palas Athena. Nessa ordem, inclusive. Apenas aviso que a leitura não basta para ser Zen. É preciso prática-lo diariamente e o principal pilar de sua prática é a meditação, especificamente a meditação sentada (Zazen). Mas isso é assunto para outro post.

O Espírito do Zen

Mente Zen, Mente de Principiante

Wikipedia

12/08/2009 at 10:00 am 8 comentários

O Primeiro Passo

Oi, meu nome é Bruno Amato. Tenho 27 anos, moro na São Paulo capital e gosto de música, livros, quadrinhos, seriados de TV e filmes. Principalmente filmes. De todos os tipos, países e épocas. Gosto tanto que escrevi para algumas revistas especializadas (três eletrônicas, uma impressa) e tive dois blogs antes deste. Mas parei totalmente de escrever sobre cinema meses atrás, porque já não era mais prazeroso. Eu estava muito insatisfeito com minha vida pessoal (e familiar, e profissional…) e com minha capacidade como escritor.

 Nos últimos tempos, cada insatisfação alimentava a outra num círculo vicioso. Ao parar de escrever, eu imaginava ingenuamente que teria tempo e energia para resolver os problemas que me impediam de escrever. Foi mais ou menos nessa época que passei a meditar e estudar Zen budismo. Essas atividades me ajudaram a aceitar as minhas limitações. Entendi que nem sempre é possível resolver nossos problemas imediatamente. Às vezes, é melhor esperar calmamente o tempo que for preciso para ter a oportunidade de solucioná-los. Daí minha inatividade, que me trouxe certa paz.

 Entretanto, aos poucos percebi que algo faltava. Até que li algo que mexeu comigo. No excelente livro Mente Zen, Mente de Principiante, mestre Shunryu Susuki diz que “calma na inatividade é fácil. A calma na atividade é a verdadeira calma”. Por isso estou de volta. Eu vou escrever aqui, sempre que possível, sobre música, livros, quadrinhos, seriados de TV e filmes. Principalmente filmes.

 Seja sempre bem-vindo!

10/08/2009 at 11:54 am 4 comentários


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