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Lost S06E11, 12 e 13

Happily Ever After
Jack Bender – 2010 – EUA

Everybody Loves Hugo
Daniel Attias – 2010 – EUA

The Last Recruit
Steve Semel – 2010 – EUA

ATENÇÃO: texto contém vários SPOILERS da sexta temporada de Lost.

Eu estive e (ainda estou) sem tempo para escrever sobre os últimos três episódios de Lost separadamente. Daí este post triplo, mais genérico – infelizmente quando a série deu uma guinada para melhor, com três episódios realmente bons.

O que renovou o fôlego da temporada foi a confirmação em Happily Ever After que a realidade alternativa influi (e/ou é influenciada) pela oficial, e que Desmond aparenta ter um plano em ambas. Isso tornou a realidade paralela em Everybody Loves Hugo e The Last Recruit mais interessante, pois sabemos que algo importante está em jogo (mas isto é Lost, então não sabemos exatamente o quê).

A realidade oficial também se beneficiou, pois esses episódios adicionaram novos lados ao conflito iminente (a realidade alternativa; Widmore; alianças sendo formadas ou quebradas entre os protagonistas), tornando-o em algo difícil de prever. Os personagens finalmente correm riscos, há urgência em suas decisões, e a suspeita que elas serão definitivas. Portanto, Happily Ever After resgatou a temporada da mediocridade e agora até acredito num final digno, talvez emocionante para Lost.

22/04/2010 at 2:44 pm 2 comentários

Lost S06E10

The Package
Paul Edwards – 2010 – EUA

ATENÇÃO: texto contém vários SPOILERS da sexta temporada de Lost.

Olha, eu até gosto da realidade alternativa (talvez porque a oficial não esteja lá essas coisas…). Mas neste episódio, centrado em Jin e Sun, a alternativa me pareceu prejudicada pela revelação em Sundown que Jin estava preso no restaurante. Pois perdi a paciência vendo a nova vida do casal coreano, esperando surpresas que não surpreenderam, como a aparição de Keamy.

Já na realidade original, o roteiro estabeleceu de vez as posições e intenções de cada personagem, quem está do lado de quem, etc. E foi bom ver que o conflito não se limitará ao time do bem contra o do mal: Richard e Jack têm boas intenções, mas seus planos para sobreviver são opostos.

Pena que essas conspirações foram no piloto automático, sem aquele algo mais que torna uma cena memorável – os atores leram suas falas pra câmera e pronto. Isto, mais idéias tolas como Sun perdendo a capacidade de falar inglês. O episódio terminou com Desmond de volta a Ilha e Sayid em missão homicida. Aparentemente o enorme intervalo desta sexta temporada acabou e a guerra prometida por Damon Lindelof e Carlton Cuse irá começar. Aí descobriremos se a espera valeu a pena.

06/04/2010 at 2:03 pm Deixe um comentário

Lost S06E09

Ab Aeterno
Tucker Gates – 2010 – EUA

ATENÇÃO: texto contém vários SPOILERS da sexta temporada de Lost.

Ao contrário de muitos, não fiquei impressionado com este episódio. É bom, mas podiam ter caprichado mais no personagem central, Richard (Nestor Carbonell). Já quem acha que esta temporada está devagar não mudará de idéia com Ab Aeterno. Este episódio assumiu tanto sua função de intervalo que chega ao cúmulo de fazer o elenco principal esperar sentado ao redor de uma fogueira enquanto Richard resolve suas questões pessoais.

Richard sempre foi um personagem marginal, que despertava curiosidade dos fãs devido a sua aparente imortalidade. No fim das contas, acho que não valeu a pena esperar tanto assim para saber sua história. Seu passado foi repleto de elementos empregados por Lost à exaustão (erros cometidos, romance interrompido, etc) e que aqui não me pareceram ter recebido nenhum diferencial.

Seus flash-backs na Ilha 200 anos atrás valeram a pena não pelo personagem, mas por amarrar bem a mitologia da série (o Navio! a Estátua! Jacob! E, finalmente, qual a função da Ilha!). Eu acho importante destacar isso, pois é algo que Lost raramente fez de forma satisfatória em suas seis temporadas. Agora, de posse desse conhecimento, vamos ver o que a série fará com isso.

05/04/2010 at 4:16 pm Deixe um comentário

Lost S06E08

Recon
Jack Bender – 2010 – EUA

ATENÇÃO: texto contém vários SPOILERS da sexta temporada de Lost.

Centrado em Sawyer, o episódio todo girou em torno de manipulações e agendas ocultas – que permaneceram ocultas. Por exemplo: Sawyer parece ter enganado tanto Widmore quanto Locke-falso, mas será mesmo? E quando Locke-falso alerta Kate sobre Claire, ele está preocupado com a sardenta ou jogando uma contra a outra?

Em ambos os casos, a resposta é “talvez”. A opacidade nas interações entre personagens foi eficiente, mas também tornou morno um episódio nada memorável visualmente. Já na realidade alternativa, eu gostei de ver Sawyer tendo mais dificuldades com o sexo oposto que sua contraparte oficial (o que achei mais inesperado e intrigante que vê-lo como policial).

A confirmação que na alternativa ele também perdeu os pais por culpa do pai de Locke (que nesta realidade ainda tem boas relações com ele), parece indicar que a série está armando algo maior aqui, e não só brincando com os personagens.

Enquanto isso, aprendemos mais sobre Locke-falso. Duvido que seja bom sujeito, mas Recon certamente aumentou minha simpatia por ele (Lost raramente desperdiça a chance de tornar um vilão em alguém incompreendido). Sua história sobre a “mãe louca” estabeleceu paralelos inesperados com Kate e o finado Locke real. Consigo entender quem perdeu a paciência com a série, pois por enquanto ela parece satisfeita em simplesmente mover suas peças antes do confronto final entre elas.

18/03/2010 at 1:55 pm 2 comentários

Lost S06E07

 

Dr. Linus
Mario Van Peebles – 2010 – EUA

ATENÇÃO: texto contém vários SPOILERS da sexta temporada de Lost.

Como esta temporada teve dificuldade em engrenar até agora, um episódio no qual boa parte da ação consistiu em Ben cavar um buraco poderia ter sido mais um passo em falso. Na verdade, ele me pareceu o mais próximo de todos em espírito da primeira temporada. Ou seja: pouca coisa aconteceu na trama geral da série; a trama no presente e nos flashs têm um paralelo muito evidente; e ambas são um teste moral para o personagem central.

No caso de Ben, em ambas as realidades ele teve que escolher entre saciar sua ambição ou ignorá-la em prol de um bem maior. Na alternativa, entre ser diretor do colégio ou o futuro acadêmico de Alex (aqui, apenas sua aluna favorita). Na original, entre seguir a promessa de poder de Locke-falso ou enfrentar as consequências de matar Jacob. Nesta última, eu não posso dizer que senti Ben em perigo real (e desconfio que o impacto da morte de um personagem importante poderia colocar Lost nos eixos), mas fiquei comovido com sua aparente conversão definitiva em um dos mocinhos.

Já a sub-trama de Jack parece confirmar que Lighthouse foi mesmo sua terapia final. Eu não comprei totalmente a vontade suicida de Richard (talvez por sempre ter tido uma presença discreta demais na série), mas a sequência da dinamite se beneficiou dos atores e da fotografia – as faíscas brilhando nos rostos dele e Jack deram um aspecto maníaco ao momento (e Jack é sempre mais interessante quando desesperado).

Tanto nessa sub-trama quanto na de Ben a série mostrou plena consciência de que, mesmo se Jacob for uma entidade benevolente, muitas vidas foram arruinadas por suas supostas boas intenções. É mais um mistério a ser resolvido, suponho. Mas levando em conta a fragilidade da trama central até aqui, acho que vou preferir mais episódios de intervalo como este.

11/03/2010 at 11:31 am 2 comentários

Lost S06E06

Sundown
Bobby Roth – 2010 – EUA

ATENÇÃO: texto contém vários SPOILERS da sexta temporada de Lost.

Sundown prova o quanto decisões equivocadas em episódios anteriores na temporada de uma série podem prejudicar seriamente um episódio que é bem resolvido por si só, especialmente tudo envolvendo Sayid (Naveen Andrews, em bom momento), repetindo aqui o dilema de tentar renegar sua natureza violenta.

A trama dele na realidade original, onde ficou dividido entre matar Dogen (o líder do templo) ou Locke-falso, por exemplo, funcionou para mim. Talvez porque, como expectador de Lost há seis anos, me identifiquei com a irritação dele com figuras misteriosas que se recusam a dar respostas. Entretanto, o episódio todo, incluindo a decisão dele de trair os Outros do templo me deixou frio porque Damon Lindelof e Carlton Cuse não souberam justificar a presença deles na série, ou sequer conseguiu torná-los interessantes.

Outra coisa que o episódio prova é o quanto pode ser difícil criar suspense quando você mantém o espectador completamente no escuro. Por que Locke-falso precisava destruir o templo? E qual a função da realidade alternativa (o fato de Sayid também ser um homem violento nela parece negá-la como o “final quase-feliz” dos personagens)?

Minha reclamação também vale para o final de Sundown, que funcionou mais pelo impacto audiovisual que dramático (ponto para o diretor Bobby Roth): os sobreviventes do massacre no templo (Sayid sorrindo de forma estranha, Claire, Kate, alguns Outros) se reúnem calmamente diante de Locke-falso, enquanto uma canção infantil é ouvida. Eu tive a impressão que alguma epifania foi alcançada. Mas por quê? Seria bom saber o que está em jogo ou ao menos me importar com QUEM está em jogo.

04/03/2010 at 3:11 pm 2 comentários

Lost S06E05

Lighthouse
Jack Bender – 2010 – EUA

ATENÇÃO: texto contém vários SPOILERS da sexta temporada de Lost.

Jack (e o ator Matthew Fox) não tem personalidade para carregar um episódio inteiro procurando Jacob sem um motivo forte e um obstáculo sério. Ao menos o farol, no fim do trajeto, foi um conceito visual interessante (e uma boa explicação para os números ruins), embora descartado com pressa.

Quanto a realidade alternativa, acho que só depois de revelarem sua função, vou entender qual a importância de ver Jack se relacionar com seu filho, introduzido aqui e que talvez jamais apareça de novo. Ao menos Jack Bender (o mais prestigiado diretor de Lost, estranhamente desperdiçado aqui) caprichou nos enquadramentos ocultando/revelando as aparições de Jacob e do líder asiático dos Outros (na realidade alternativa).

Se Jacob estiver certo e Lighthouse foi a terapia definitiva para Jack deixar de ser idiota, o episódio valeu. Em compensação, gostei da tensão e ambiguidade no encontro entre Jin e Claire, reforçada pela atuação ruim, praticamente camp da Emilie de Ravin. Com a aparição de Locke-falso no final, entendi que a temporada ainda está colocando suas peças no lugar – mas já não passou da hora do jogo começar?

25/02/2010 at 11:09 am 4 comentários

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